quinta-feira, junho 15, 2006

Bem vindos os do Condado!

Um novo, curioso e interessante blog aporta na blogosfera, aparentemente podendo figurar na escassa e corajosa blogosfera nacionalista, "O Condado" revela-nos de maneira bem humorada a triste realidade em que se vive, o própio que por si só já é um gracejo traz nos primeiros posts bons temas e bons textos, eis a introdução:
"Quatro jovens nobres revoltam-se com a anarquia instalada na república socialista à beira mar plantada e resolvem então fundar um novo estado alternativo para todos os portugueses insatisfeitos. Surgem então os problemas imobiliários!:) Onde instalar este estado utópico? Lembram-se então de se instalar no antigo forte português de S.João Baptista de Ajudá no actual Benim, outrora feroz Reino de Daomé apelando à usocapião deste território junto das autoridades locais."
Sejam mais a estarem conosco!
http://condadosebastianista.blogspot.com/

2 comentários:

Ferreira Martins, Conde de Piornos disse...

Caro ACJA,

Obrigado pela publicidade ao Condado aqui feita. É bom saber que há mais nacionalistas por aí espalhados.
Mas talvez seja melhor aclarar desde já as águas. As quatro pessoas que formaram o blog têm genuinamente orgulho em serem portugueses, que disso não reste dúvida alguma. Além disso, e politicamente falando, são quatro pessoas de direita.
Agora: que direita é essa, e que nacionalismo é esse apregoado pelo Condado?
É um nacionalismo de memória crítica forte. Consciente do que foi, do que actualmente é e do que poderá vir a ser Portugal. Temos orgulho na nossa história. Mas isso não nos faz branquear aspectos menos positivos da mesma.
Temos um profundo sentimento de pertença ao nosso berço, e assim sendo, orgulhamo-nos dos referentes nacionais, e, embora podendo ou não respeitar outras personagens históricas, nunca teremos com elas a mesma ligação que temos com os nossos antepassados, porque pura e simplesmente não são os nossos.
Somos nacionalistas, sim. Mas politicamente democratas. (lamento desiludi-lo). Temos aliás de António de Oliveira Salazar uma imagem completamente dispar daquela que o meu amigo tem. Não o admiramos. E bem pelo contrário, encontramos na sua presença ao longo de 36 anos à frente dos destinos da Nação o germen (ou parte dele) do nosso mais endémico atraso enquanto país ocidental.
Por mera questão de lógica julgo ser evidente o que achamos de pessoas como Hitler ou Mussolini...
Não espere pois grande complacência da nossa parte face às atitudes mais descabidas da extrema-direita. Para nós, um português que ande com uma suástica ao peito ou a reclamar a herança da "pureza racial" não tem qualquer ideia do que foi (ou é) Portugal! E por maior de razão, essa pessoa pode ser muita coisa, mas nunca será nacionalista. Pela simples razão de que desconhece (ou não admite, ou não compreende) o nosso legado histórico e civilizacional.
No entanto, espero que nos continue a visitar e sempre que lhe aprover que bote discurso.

Creia-me um seu amigo nacionalista, sim, mas não nacionalista alemão ou italiano, sou um nacionalista PORTUGUÊS!!!

acja disse...

Concordo em parte e respeito às vossas opiniões, apenas afianço, com toda certeza que sem Salazar na História já não havia mais Portugal para se poder fazer julgamento algum acerca de qualquer coisa, Salazar viveu por Portugal e ele ainda existe por causa dele, seràimos hoje provìncia espanhola ou qualquer tipo de objeto desses.
Não creio num Portugal europeu, ou ocidental e sim num Portugal Português, só se for preciso.
Quanto aos neo-nazistas tenho a mesma opinião, os respeito, porquê têm o direito de existir, e infelizmente compõe grande parte do Movimento Nacionalista, mas creio que sejam eles apenas uma reação ao Finis Patria que se aproxima, uma reação a predileção estatal àos costumes de outrem e as gentes de outrem.
Como pode ver não sou um democrata e não creio na democracia plena, jamais será crível que as massas manipuláveis decidam por si só sem regulador fixo dos destinos nacionais, nem creio nas liberdades democráticas, que se aplicam somente aos grupelhos de homossexuais, imigrantes, bandidos e traidores, sinceramente, quero coisa melhor que o direito de depositar um voto numa urna.
Um abraço.