sábado, agosto 05, 2006

25 de Abril de 1974.

"Duzentos capitães ! Não os das caravelas
Não os heróis das descobertas e conquistas,
A Cruz de Cristo erguida sobre as velas
Como um altar
Como os nossos marinheiros levavam pelo mar
À terra inteira! ( Ó esfera armilar. Que fazes hoje tu nessa bandeira ? )
Ó marujos de sonho e aventura,
Ó soldados da nossa antiga glória.
Por vós o Tejo chora,
Por vós põe luto a nossa História.
Duzentos capitães ! Não os de outrora…
Duzentos capitães ,destes de agora. ( Pobres inconscientes )
Levando hílares ,ufanos e contentes
A Pátria à sepultura,
Sem sequer se mostrarem compungidos
Como é dever de soldados vencidos.
Soldados que sem serem vencidos
Abandonaram terras ,armas e bandeiras,
Populações inteiras
Pretos ,brancos ,mestiços ( Milagre português da nossa raça )
Ao extermínio feroz da populaça.
Ó capitães traidores dum grande ideal
Que tendo herdado um Portugal
Longínquo e ilimitado como o mar
Cuja bandeira, a tremular,
Assinalava o infinito português
Sob a imensidade do céu
Legais a vossos filhos um Portugal pigmeu,
Um Portugal em miniatura,
Um Portugal de escravos
Enterrado num caixão d´apodrecidos cravos !
Ó tristes capitães ufanos da derrota,
Ó herdeiros anões de Aljubarrota,
Para vossa vergonha e maldição
Vossos filhos mais tarde ocultarão
Os vossos apelido d´ignomínia….
Ó bastardos duma raça de heróis,
Para vossa punição
Vossos filhos morrerão
Espanhóis !"


Retirado de "Salazar, o Obreiro da Pátria", de autoria de alguém chamado "Monárquico de Linha Miguelista".

3 comentários:

Pedro Ferreira, Visconde de Cunhaú disse...

Bom poema! :)

Menestrel disse...

De linha Miguelista? Ora aí está um homem inteligente!

Saudações.

(e elogio o blog. já está linkado.)

acja disse...

Obrigado.